Acidentes de trabalho: causas e consequências

Acidentes de trabalho: causas e consequências

O acidente de trabalho, segundo o artigo 8.º da Lei n.º98/2009, de 4 de setembro, que “regulamenta o regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais”, é todo aquele que ocorra no local e no horário de trabalho e resulte, direta ou indiretamente, em dano corporal, perturbação funcional ou doença, ocorrendo daí uma redução da capacidade de trabalho ou de ganho ou até a morte.
Um acidente de trabalho grave ou mortal deve ser comunicado ao ACT, no prazo de 24 horas após o acidente, pelo empregador.

Em Portugal foram registados 135 acidentes mortais em 2014, e já ocorreram 32 durante o presente ano.
De acordo com as estatísticas apresentadas pela Autoridade para as condições do Trabalho (ACT), conclui-se que o sector mais penalizado em acidentes mortais, foi o da construção, seguindo a tendência dos anos anteriores. De registar também que praticamente 100% dos acidentes mortais, envolviam colaboradores do sexo masculino.
Desta forma, importa perceber as consequências que um acidente de trabalho pode ter numa empresa, tais como, a perda de vidas, atrasos nos compromissos, indemnizações, aplicação de sanções, processos judiciais, absentismo e quebra de produtividade.

Assim, uma falta de investimento na prevenção pode resultar em custos muito elevados para as empresas.
As empresas com padrões mais elevados em matéria de segurança e saúde no trabalho são mais bem-sucedidas e mais sustentáveis.